Ele achou que não era possível. Ele chegou à pensar que nunca seria o bastante ou que nunca teria de volta o que se permitiu doar, não se sentia mais desejado, não queria mais se entregar à duvidosa possibilidade de abrir-se e ser machucado. Pensou e acreditou em tantas coisas ruins à seu respeito.
Ele estava enganado. Ele não sabia que ali do lado de fora existem outros mundos onde existem pessoas diferentes das que ele costumava conhecer em seu próprio mundo. Essas estavam dispostas à proporcionar coisas incríveis. Conheceu de novo o carinho, o respeito, o interesse em cada palavra que saia da sua boca. Foi ouvido e ouviu coisas que aqueceram seu coração como há muito tempo não se usava ouvir. Respirou novos ares e se encheu de esperança.
Sentiu o toque, o cheiro, o abraço, o carinho, o beijo. Livrou-se ali de todas as prisões porque nada mais importava. Se deixou levar pelo sim e esqueceu quantos nãos insistiu em mantêr por tanto tempo. Descobriu que coisas incríveis acontecem quando se permite vivê-las.
Suas inseguranças ainda o atormentam. Velhos hábitos de se auto maltratar ainda existem mas já não como antes. Agora ele sabe que ali do lado de fora das prisões criadas por ele mesmo, pode existir muito, mas MUITO amor!
“seu perfume ainda está em mim, e eu não quero que saia.”
Eita que já faz uma semana que eu fui viajar e ainda não consegui mostrar as fotos por aqui. As ultimas semanas tem sido de uma correria estonteante. Tenho dormido poquísismo porque meu corpo simplesmente não consegue entender essa coisa de horário de verão e quando vou ver já se passaram 2hrs do horário que meu celular me avisou pra ir dormir. Enfim… seguimos na luta!
Sobre a viagem, vamos lá… decidimos tudo meio que em cima da hora, pouco menos de 10 dias antes, mas como era uma viagem do tipo “farofa" foi só questão de fazer caber numa única mochila tudo o que precisava para passar um dia na praia. Saímos na madrugada do feriado do dia 2 e quando amenheceu já estávamos deixando o continente rumo à Ilhabela!
Chegando na balsa, a primeira coisa que me impressonou foi a cor da água. Mesmo não estando um dia ensolarado e mesmo antes de chegar à qualquer praia da Ilha fiquei embasbacado com aquele tom de verde. Que coisa linda, gente… eu que sou acostumado à tons amarronzados na praia que costumo ir desde criança, fiquei igual bobo quando vê o mar pela primeira vez.
Descemos no centro da Ilha e pegamos um ônibus local rumo às praias do Sul, que segundo o guia eram as mais bonitas e menos movimentadas. E de fato, eram lindas e nem se comparavam às praias do Norte que ficam mais próximas do centro. Desenbarcamos no ponto da Praia do Julião e menos de 5 minutos de caminhada por uma trilhazinha super arborizada já pudemos pisar na areia.
Alguns minutos com os pés na água e reparei nesses peixinhos listrados curiosos se aproximando. Tentei uma foto em baixo da água mas a case que levei era horrorosa e deixou tudo extremamente desfocado. A única foto que salvou foi essa, que tirei fora da água.
Saindo de lá seguimos um caminho com muro de pedras até a Praia Grande, que foi onde fiz essas (modéstia parte) MARAVILHOSAS fotos. Sempre quis fotografar um pier bonitinho assim e demos sorte que no horário que chegamos, talvez por ainda ser muito cedo, não havia ninguém. Praticamente um pier particular.
Fala sério… dá pra acreditar na cor dessa água? Fiquei imaginando como seria se o dia não tivesse nublado.
Na próxima foto repare, são duas senhoras muito fofas fazendo um passeio de Kayak. Um detalhe… minutos antes estávamos com medo de dar o primeiro pulo do pier. :P
Ficamos por ali algumas horas, caminhamos e conhecemos alguns lugares ali perto, mas por ter uma criança na turma acabamos não podendo turistar muito. Perto da hora do almoço que decidimos pegar outro ônibus para conhecer agora o Norte da Ilha. Partimos em direção à Vila.
Almoçamos e passamos o resto da tarde por ali. Caminhamos, tomamos sorvete, demos algumas risadas, comprei algumas coisinhas e assim o dia foi chegando ao fim.
Pouco mais tarde deixamos a Ilha rumo à São Sebastião para pegar a estrada de volta. Trouxe de lembrança dois chaveiros para meus irmãos, um barquinho de madeira pintado à mão e 18 picadas nas pernas que ainda estão inchadas e coçando. Pretendo voltar qualquer dia e quem sabe dessa vez pegar uma dia um pouco mais ensolarado que dê mais sentido ao fato de eu ter usado um protetor solar fator 70!!!
Eis que as últimas semanas tem me deixado um tanto quanto “fora de mim”. Voltei a ser acompanhado de velhos fantasmas e meus travesseiros voltaram a me ajudar na difícil
tarefa de abafar choros e soluços. Mas tô aqui, firme & forte. Hoje bateu saudades de postar e quando olhei na página de rascunhos fiquei chocado com a quantidade de posts praticamente prontos que nunca chegaram à ver a luz do dia. O problema é que minha autocrítica às vezes grita mais alto e abafa minha própria voz. Quase poético, né? Porém lamentável. Vamos praticar a espontaneidade, amiguinhos?
O fim de semana foi difícil, mas me forcei a fazer coisas que me traziam paz. Fomos visitar uma priminha na cidade vizinha e aproveitei pra empoleirar na aceroleira que tem lá. Saí com os braços pinicando mas foi ótimo.
Nessa loucura toda acabou que perdi o dia de postar a tradicional foto de dia das crianças, mas mesmo atrasado vou deixar meu registro aqui porque essa foto é muito linda e me faz lembrar de uma época muito feliz.
Volto logo pra desencalhar aqueles posts do bloco de rascunhos. Um beijo e um queijo! ♥
Bom, vamos lá… nem sei mais como começar um post. Já faz o que? 30 dias desde que postei a última vez? Deixa eu ir lá ver… MEU DEUS, fazem nem 20 dias. Agosto sempre descaralha a cabeça da gente, né? Ô mêsinho confuso. Acontece que tenho tanta coisa pra contar. Na verdade nem é lá muita coisa mas meio que minha vida está bastante diferente de quando eu postei pela última vez.
Como tudo na vida se resolve e se organiza melhor com listas, vamos lá:
Comecei a fazer academia. Pois é, isso mesmo… você ouviu leu certo! Eu, o rei do sedentarismo (eu até dava lá meus 6 ou 7 mil passos diários em caminhadas entre pontos de ônibus e etc, mas nada de exercícios), o grande proclamador do ódio por academias e a vida fitness agora está aqui, pagando a língua e frequentando uma academia diariamente. Estou até fazendo musculação, dá pra acreditar? Outro dia tive até que tomar um antitérmico porque os músculos da cintura pra cima estavam literalmente GRITANDO.
Estou dormindo cedo. Pra quem era acostumado a dormir depois da 1hr sem motivos aparentes, agora já começo a bocejar quando chega perto das 22:30hr. Tenho acordado às 6hr e me sentido bem. Com dores aqui e ali (por causa daqueles aparelhos malucos), mas de modo geral, bem.
Quanto tempo isso vai durar? Não dá pra saber, e sinceramente estou tentando nem pensar nisso. Ouvi dizer em algum lugar que, para se adquirir um hábito é necessário insistir ‘na coisa’ durante 21 dias. Estou na metade desse caminho e depois volto pra contar se isso é realmente verdade. Eita que esse nem era um item da lista. :P
Parando pra pensar agora nem mudou tanta coisa assim, né? É que tenho me sentido tão diferente que parece que MUITA coisa mudou, mas não mudou… enfim! Do restante continua tudo meio que na mesma. Continuo tentando lidar com algumas paranóias, choramingando por motivos bobos aqui e ali, lendo poucas páginas e
assistindo poucos episódios por semana e por aí vai.
Agora deixa eu ir ali resgistrar meu almoço no aplicativo de contagem de calorias porque agora eu sou muito insuportávelfitness focado. ;)
Correria pra sair do trabalho, entrar no carro e pegar a estrada sentido capital. Pouco transito para chegar e MUITO transito para conseguir estacionar cheio de vias bloqueadas. Estacionamento 24hr fora do planejado, metrô, metrô, ônibus, 3hr de atraso e finalmente chegamos… nós e metade da população paulistana.
Filas quilométricas para chegar perto dos livros. Muito auto controle para não torrar os limites dos cartões e trazer tudo o que via pela frente. Réuri Póutters à R$19,90, livros diversos à R$10, hambúrguerzinho murcho à R$30 e muita, muita, MUITA gente nas filas.
Conheci o Vitor pessoalmente com direito à um forte abraço e um rápido bate papo na minha vez da fila de autógrafos cheia de jovens anciosos carregando seus exemplares de UMFF. ♥ Vitor é demais, muito acessível e disposto à autografar todos os livros e tirar mil fotos. Muito orgulho.
Cinco livros pesando na mochila (vide lista abaixo), 2,5km de caminhada com olhares regulares pra trás com medo de cada barulho de folha seca sendo pisada #o-caipira-na-cidade-grande. Metrô, metrô, ruela fedida e então finalmente de volta ao carro “em segurança”.
A Pequena Lista
Um Milhão de Finais Felizes - Vitor Martins
Como não ser um Babaca -
Meghan Doherty
Hoje vai ser Diferente - Maria Semple
Uma Luz Súbita - Garth Stein
Albert, Um Jacaré na Família - Homer Hickam
Voltei com o coração aquecido e com MUITA vontade de ler. Diazinho gostosinho com pessoinhas queridas. ♥